NATUREZA FEMININA






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Lily Monique Lemb – já ouviu falar?


 Provavelmente não. Se algum dia na vida ela tivesse tido uma carteira de trabalho, nela poderia estar escrito, no espaço destinado à profissão: Esposa.
Ela nasceu na Alemanha, seu pai, um oficial britânico,sua mãe e sua criação foram francesas. Ela cresceu num bairro bem burguês de Paris.Seu pai era severo ao extremo, mas sua mãe, com uma cabeça arejada.
Foi quando surgiu o concurso de Miss Pavillon. Ela tinha 16 anos. As candidatas desfilaram com vestidos discretos (nada de maiôs). Por motivos fortuitos, ganhou outra moça.O resultado provocou tamanho bafafá que os organizadores do concurso foram obrigados e criar um outro título, o de Miss Paris, que Lily ganhou por aclamação.

Apartir daí sua vida começa a mudar!

Hoje,uma mulher rica e famosa ,ela últimamente não tem saido da mídia (até em emails na internet),pelo fato de estar leiloando todos seus bens, para manter a harmonia familiar depois de sua morte!


Continuando a trajetória de sua vida...


Foi na condição de Miss Paris que Lily conheceu seu primeiro marido, Horácio Carvalho, um carioca, rico, bonito, simpático, e sedutor dos anos 30. Foi uma paixão grandiloqüente, de ambas as partes.
Os dois vieram para o Brasil e se instalaram num apartamento no Leme, mas não puderam se casar logo porque ela estava sem a certidão de nascimento – só trouxera o passaporte. Lily não falava uma palavra de português.
O casamento (civil e religioso) foi celebrado no mesmo dia em que chegaram os documentos dela,o filho Horacinho já havia nascido. Lily Lemb, que ninguém conhece, desapareceu. Surgiu Lily de Carvalho.
Horácio de Carvalho tinha um jornal importante, o Diário Carioca, e a vida social que levavam era intensa. Cocktails, jantares, festas, shows. Lily, além da beleza, chamava atenção pelos vestidos – Lanvin, Dior, os mais bonitos que havia – e pelas jóias, de cair o queixo. Horácio também tinha uma mina de ouro, a Morro Velho – que  acham?


Como todo dono de jornal, ele era doido por política. No apartamento onde moravam, de frente para o mar, em Copacabana, passavam senadores, ministros, embaixadores, e até presidentes da República.
O casamento com Horácio durou 45 anos e pode ser dividido em duas fases. Os primeiros 25 foram uma mistura de paixão e ciúmes que fizeram Lily sofrer. Essa etapa se encerrou com a morte de Horacinho, num acidente de carro . Acabaram os ciúmes, e o casal nunca mais saiu de casa para festas e badalações. Foram anos de sofrimento indescritível. Lily se submeteu a todos os tipos de tratamento, no Brasil e na Suíça, na tentativa de engravidar. Não conseguiu.
O casal decidiu adotar uma criança, o menino João Baptista.  A saúde de Horácio começou a declinar, e Lily se dedicou inteiramente a ele e ao filho. Foi uma dedicação de 24 horas por dia, durante anos a fio.
 Quando Horácio morreu, Lily ficou fora de si; uma desolação. Mais uma vez, foram tempos difíceis. Lily, com a ajuda de Délio Matos, seu advogado da vida inteira, se inteirou dos negócios do marido.

 Lily perdeu toda a vaidade: estava sempre de calças compridas, camisa simples, não ia ao cabeleireiro e nem as unhas pintava.
Quem a ajudava era João Baptista. Devagarzinho, recuperou a alegria de viver; começou a sair, a receber amigos, e até a viajar .
Nesses tempos de viuvez, Lily teve vários admiradores,mas não se encantou com nenhum deles. Nunca mais se casaria, havia decidido.
Uma vez,ela disse ao filho que voltaria a se casar.

 


Quando Roberto e Lily  se reencontraram, o empresário lembrou da primeira vez em que a viu, quatro décadas antes, e descreveu como ela estava vestida, coisa que toda mulher adora ouvir.
A paixão de Roberto Marinho foi eloqüente como um carro de bombeiros a caminho de um grande incêndio,mas Roberto ainda estava casado com a 2ªmulher.
Concluído o divórcio do empresário, ela se mudou para a casa no Cosme Velho. Virou, finalmente, Lily Marinho, o nome pelo qual é conhecida.



Aos poucos, a casa foi modificada. Apesar de ser uma das mais lindas do Rio, com seus preciosos móveis, quadros, esculturas, obras de arte e preciosidades, ela não humilha ninguém. Para chegar à entrada da mansão rosada, é preciso contornar uma fonte.O único ruído que se ouve na casa é o do rio da Carioca,que cruza o jardim, cheio de carpas brancas e vermelhas, enormes, e, em alguns momentos, o pio de duas lindas cacatuas,cor-de-rosa com o penacho cinza. No fundo do jardim, os flamingos rosa-e-branco, presente de Fidel Castro ao casal.
Foram anos de intensa felicidade (inclusive no aspecto erótico). O casamento foi de uma felicidade total,mas ambos eram muito ciumentos. Roberto Marinho, que morreu em 2003 aos 98 anos, a união durou "quinze anos de muita felicidade".
Na casa do Cosme Velho passaram reis, rainhas, presidentes da República, daqui e de muitos outros países; Lily sempre sorridente, e Roberto Marinho encantado com a felicidade que lhe havia chegado, aos 84 anos.


Um traço curioso de Lily é a, "generosidade desmemoriada". Ela ajudou (e ajuda) muitas pessoas, mas esquece. O importante para ela é ajudar!
Lily é de uma inacreditável simplicidade. Com os amigos, ela é de uma franqueza desconcertante. Depois de catorze anos de vida social, política e cultural frenética, Lily sai menos. Está mais voltada para a família e para os amigos.


Recebe os netos para jantar duas vezes por semana (ela considera os de Roberto Marinho seus também) e ainda os sete bisnetos dele. Não freqüenta mais grandes acontecimentos sociais, mas está sempre pronta para qualquer homenagem a Roberto Marinho, mesmo que seja numa pequena cidade do interior.
 Ela sempre tirou da vida o que ela lhe ofereceu de melhor. E, nas horas de sofrimento, enfrentou a barra. Hoje, ela avalia, está numa boa fase. Sua relação coma família de Roberto Marinho é excelente. E também com os netos, os filhos de João Baptista (que mora nos Estados Unidos).
Lilly já está com tudo absolutamente organizado “se um dia ela vier a faltar” (Lily tem  quase 87 anos).
Tudo que possui está devidamente catalogado, fotografado e segurado, para que nada desapareça. Além disso, ela está fazendo leilões, inclusive fora do Brasil, na Sotheby’s, de todas as suas jóias, que não são poucas mas que ela não usa mais."Para que ter tanta coisa? Acho que sem elas minha vida vai ficar mais tranqüila. E isso não tem preço”, diz, sorridente.


 Hoje em dia, usa não mais do que duas pérolas nas orelhas, duas alianças, a dela e a de Roberto Marinho, e o relógio que ele usava e que não sai do seu pulso.
A casa do Cosme Velho continua a funcionar maravilhosamente.
Seu closet não é um closet, mas um grande quarto cheio de araras repletas de vestidos. Há os muitos Guccis, Armani, os Dior, os St. Laurent, os Chanel às dúzias.
As jóias de Lily requerem a abertura de um parágrafo.Lily possui esmeraldas do tamanho de um ovo cortado ao meio,brilhantes que parecem botões de um blazer. Algumas que chegam a parecer as jóias descomunais e tudo verdade.


Verdade porque, refletido nas peças, se entrevê o amor que Horácio de Carvalho e Roberto Marinho tiveram por Lily, a riqueza deles, o poder deles, a influência deles, e o poder que ela teve sobre eles.
Mas hoje,sua maior riqueza, afirma, não são as jóias nem as propriedades. É ficar com Anthony, o neto de 9 anos, que dorme alguns dias por semana em sua casa. Sua felicidade é completa!

(Fonte de consulta: várias,dentre elas,Blog do Itaim.) 

LILY LEMB ou LILY CARVALHO MARINHO

 Uma  MULHER invejável!!!

Uma Ótima Semana!

Beijos,

MARY.



- Postado por: Mary às 01h34
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